A negociação de dissídio coletivo dos motoristas e cobradores do transporte coletivo de Maringá, cidade no Norte do Paraná, com as empresas o Município e o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) continua com impasse em relação a implantação do seguro-saúde e a redução da diminuição do intervalo intrajornada. Uma nova audiência foi realizada nesta quinta-feira (16), sob a condução do vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR), desembargador Marco Antônio Vianna Mansur

O encontro terminou com o comprometimento dos representantes do Município – responsável pelo transporte urbano – e do DER – responsável pelo transporte metropolitano – de apresentarem em cinco dias estudos sobre os impactos financeiros da implantação do seguro-saúde e da diminuição do intervalo intrajornada. Pelo acordo já realizado, o benefício de saúde deverá ser implementado em 1º de janeiro de 2026.

Está é a segunda audiência de tentativa de conciliação no último mês. Na sessão anterior, empregados e empregadores haviam concordado em se reunir para negociar. Mas o Sindicato dos Motoristas Condutores de Veículos Rodoviários e Trabalhadores em Empresas de Transportes de Cargas, Passageiros Urbanos, Motoristas, Cobradores e Linhas Intermunicipais, Interestadual e de Turismo e Anexos de Maringá (Sinttromar) informou que o Município, parte fundamental para solucionar o conflito, havia cancelado a reunião. Já as empregadoras – Cidade Verde Transporte Rodoviário Ltda e Transporte Coletivo Cidade Canção Ltda – ressaltaram a grande dificuldade de diminuir o intervalo intrajornada, uma vez que a medida resultará em aumento significativo na contratação de profissionais, o que seria inviável economicamente.

A partir dos estudos públicos sobre o custo das medidas, a expectativa é que o sindicato dos trabalhadores leve as propostas para, em assembleia, decidir sobre a concordância. Na sequência, a decisão deve ser informada no dissídio coletivo em discussão no TRT-PR. 

 

Texto: GIlberto Bonk Junior / Ascom TRT-PR

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