O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR) realizou duas audiências de dissídios coletivos tratando de reivindicações salariais de professores de educação física que atuam em academias de Londrina e Maringá. Nas duas sessões – uma para cada cidade –, a pauta foi a definição do novo piso salarial, que hoje é de R$ 9,70 a hora-aula. Eles debatem o tema desde março (data-base da categoria). As audiências terminaram com as partes dispostas a construir um acordo.

As sessões foram realizadas na segunda-feira (26), sob a coordenação do vice-presidente do TRT-PR, desembargador Benedito Xavier da Silva. 

O Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Estado do Paraná (SINPEFEPAR), que representa os trabalhadores de Londrina e de Maringá, destacou que o piso da hora-aula nas duas regiões é de R$ 9,70, perante os R$ 17,08 (instrutor de musculação) e os R$ 25,42 (professor de ginástica) que são garantidos aos professores de outras regiões do estado. A intenção do SINPEFEPAR, ao ajuizar o dissídio coletivo, foi buscar a equidade entre os pisos. 

Mas o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino e Academias da Região de Londrina (SINACAD) e o Sindicato das Academias e Atividades Afins do Noroeste do Paraná (SINACAD/NOPR) alegaram que a pretensão da entidade profissional poderia inviabilizar o funcionamento de muitas academias, especialmente as de municípios mais pobres da região. A entidade sugeriu reajuste pelo INPC, feito anualmente, e aumento real de 5%.

Ambas as partes mostraram-se abertas à conciliação e comprometeram-se à manutenção do diálogo nas próximas semanas. Trabalhadores e empregadores voltam a se encontrar em audiências no Tribunal, marcadas para 9 de fevereiro, às 10h (Londrina) e às 11h (Maringá), se não houver acordo até a referida data. 

Texto: Gilberto Bonk Jr/Ascom TRT-PR
Imagem: Joel Gogola

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